quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O VELHO ESCROTO E A GENTE BOA


Em entrevista hoje cedo a Radio Capital AM, o ex-ministro Vidigal falou do momento atual da política, e confirmou seu interesse de ocupar umas das vagas do senado. Como advogado e conhecedor da justiça, Vidigal criticou a forma como se comportam alguns ministros, do caso em que Eros Grau visivelmente favoreceu Sarney, quando cassou o governador do Maranhão com tanto rigor, mas, não aplicou rigor algum, para invalidar as acusações que eram contra o senador Sarney, dos atos de corrupção do senado.

Um momento Curioso, se deu no momento que Vidigal estava entrando no ar, o radialista estava falando com o atual secretário de segurança Raimundo Cutrim, o mesmo que meses atrás, criticava a esposa do Vidigal, Eurídice (secretária de segurança no governo cassado). Vidigal num tom de ironia, devolveu ao crítico de segurança, que a situação atual “não está nada bem”, se referindo à greve dos policiais, do aumento da criminalidade, e das mortes. Cutrim teve que reconhecer que está mal mesmo. Aliás, nada está bem nesse governo biônico, Cutrim jogou a culpa na governadora, que não quis ouvir os grevistas.

Lembrou um de seus artigos o “velho escroto” que no linguajar popular (termo chulo usado pelos maranhenses), serve para destacar figuras, “ruins”, “gente que faz mal aos amigos”. No tempo, o artigo foi bastante explorado, e fez bastante sucesso na mídia maranhense, sobretudo na blogosfera. O artigo falava das palavras de um antigo senador americano, que desconcertava seus opositores com discursos bonitos, porém cheios de ironias:
“Vossa Excelência, se posso com algo comparar, nos lembra uma égua morta descendo um rio, numa noite de luar. Brilha e fede”.

O estilo Vidigal de fazer críticas, usando parábolas (metáforas), às vezes não deixa claro a quem se refere, mexendo assim, com a criatividade de seus leitores. O velho escroto, muitos acreditam que se refere ao senador Sarney, pois em seu histórico de lutas, Vidigal fez campanha contra o oligarca Vitorino Freire ao lado de Sarney (Vitorino foi um governador péssimo para o Maranhão). Sarney ganhou de Vitorino, e se tornou um oligarca da pior espécie, no vácuo deixado por Vitorino. Ninguém sabe ao certo, quem foi o pior dos dois. Sobre o “escroto”, talvez os da época possam dizer. A carapuça fica para quem servir...

Apenas lembrando, que Jackson Lago era governador do Estado no tempo que o artigo foi publicado. Jackson, que ganhou apertado da filha do velho Sarney, teve a ajuda de várias lideranças (frente de libertação), e Vidigal era um deles, mas não se encontrava no governo, e como sempre na história da política do Estado, os “velhos” ganham, mas acabam esquecendo os amigos.

Talvez no futuro, a gente boa que trabalha, nunca mais seja esquecida, por isso, é bom avisar para que saibam quem é realmente amigo e ajuda, e quem é péssimo.

Já os companheiros que foram esquecidos, que são gente boa, observaram de perto, no momento da cassação do governador, quando alguns péssimos se alegraram, tocaram até foguetes no exato momento da queda. O curioso é que os amigos esquecidos, dizem que os que faziam papel de bonzinhos, metiam até as mãos no prato do governador, que lhes pagava as contas, mas os péssimos não reconheciam, continuavam falando mal de quem os alimentava. A gente boa, que sempre avisa, em tempo e fora de tempo, parece que ainda está a dizer: olha os traíras, vão te queimar de novo.

A quem a carapuça servir...

Um comentário:

Mano disse...

infelizmente o Maranhão se transformou em uma terra de velhos e novos escrotos. Ser gente boa, na visão dessa inversão de valores(dos pilantras), é pedir pra ser chamado de babaca. Ainda tenho a esperança de que um dia todos esses vagabundos sejam punidos. O sonho é livre.