terça-feira, 6 de outubro de 2009

O Maranhão não tem água para a refinaria

Roseana Sarney quer mesmo a refinaria? Se quer então, por que ela simplesmente decretou emergência na Caema? Será que não pensa que o refino do produto, que a refinaria irá processar, precisará de um grande volume de água?

Sobre o Rio Itapecurú :

O Rio Itapecurú abastece a cidade de São Luis desde 1980, e nunca houve melhorias (deveria ser completado com o projeto Italuis II), mas, ainda no início das obras o TCU interveio nas obras, por irregularidades, onde sumiram 41 milhões.

Todos sabem que a cidade de São Luis depende muito do sistema Italuis para abastecer nossa cidade, muito embora, esse abastecimento que é feito através de adutoras, não consiga mais suprir a cidade tão bem.

As adutoras, que há mais de 25 anos atravessam várias cidades do interior até chegar a capital, estão constantemente se rompendo pelo aumento da pressão, ocasionando a paralisação do abastecimento de água em vários bairros da grande São Luis.

Se a cidade está cada vez mais precisando de água (devido ao crescimento populacional), sem falar que houve também a redução dos sistemas de abastecimentos auxiliares da Barragem de batatâ e Rio Paciência (assoreado).

Como a refinaria poderá ser instalada no Estado, se para seu funcionamento precisará em torno de 2,0m², por segundo que é equivalente a 1.200 barris por dia, se Roseana (Sarney) acabou de decretar emergência na falida Caema?

Essa história que o grupo Sarney quer mesmo “trazer” essa refinaria para o Maranhão está muito mal contada.

Com a palavra o ministro Lobão.

Um comentário:

Mano disse...

Antes de tudo tem que haver é um plano pra salvar o Rio Itapecuru! Fazer refinaria contando com as águas de um rio assoreado é insanidade.