sábado, 13 de junho de 2009

CAFETEIRA DIZ QUE SÓ EMPREGOU FILHO BASTARDO DE FERNANDO SARNEY EM SEU GABINETE PARA RETRIBUIR UM FAVOR !!!!

Fiquei tão inebriado com a nobre argumentação do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) para justificar a nomeação para seu gabinete do neto do amigo José Sarney (PMDB-AP), fruto de um relacionamento extraconjugal de seu filho Fernando com uma miss brasiliense, que passei batido em uma grave denúncia contida na reportagem do Leandro Cólon e Rosa Costa no Estadão sobre os atos secretos do Senado.

Se eu dissesse a Sarney que ia contratar o seu neto, talvez ele ficasse contra, já que esse neto nem frequenta a casa dele. Resolvi contratá-lo porque estava devendo favores ao Fernando (filho de Sarney) que havia me ajudado na reconciliação com Sarney.

Quis retribuir e ofereci o cargo - justificou Cafeteira. João Fernando Michels Gonçalves Sarney, de 22 anos, o neto, foi nomeado em fevereiro de 2007. E demitido no dia 3 de outubro de 2008 através de um ato secreto. Para repor o ato sua mãe foi contratada 48 horas depois para o mesmo cargo e com o mesmo salário.

Isso é grave, gravíssimo. Passei batido por que não percebi que o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Amapá, Luiz Cantuária Barreto, que ocupava cargo de membro do Conselho Editorial do Senado, remunerado mensalmente em R$ 7,1 entre agosto de 2007 e outubro de 2008 é nada mais, nada menos que o ex-deputado estadual Lucas Barreto (PTB), candidato a prefeito de Macapá em 2008. Aliás, tenho certeza que a Rosa e o Leandro, autores da reportagem, e muitos eleitores amapaenses tenham imaginado que Luiz Cantuária Barreto é o nome de batismo e registro de Lucas Barreto.

Quer dizer que ao invés de estar trabalhando em Brasília, o Lucas estava fazendo campanha eleitoral para prefeito de Macapá, tendo ficado no 3º lugar no primeiro turno, por pouco não indo para o segundo turno no lugar de Roberto Góes.

Pelo visto, o Lucas era fantasma no Senado, graças ao senador Sarney, a quem deve ter prestado relevantes serviços para ser aquinhoado com tamanha boquinha. Durante quase 14 meses, o Lucas amealhou no cofrinho R$ 99.900,00 brutos sem nunca ter dado um pitaco no tal Conselho criado por José Sarney.

Continuo sem saber o que foi mais grave, se a nomeação do neto, obra do senador Cafeteira, amigo dos Sarney, com o claro propósito de pagar a “pensão” que o Fernando Sarney devia mãe do menino ou a do Lucas por obra e graça exclusiva de José Sarney, pois os senadores Papaléo Paes (PSDB-AP) e Gilvam Borges (PMDB-AP) não tinham cacife para nomeações secretas, já que os dois só fazem o que Sarney manda.

Talvez o caso Lucas seja o mais grave, pois ele foi exonerado logo depois de encerrada a campanha eleitoral de 2008. Portanto sua passagem fantasma pelo Senado pode ser considerada uma nova forma doação eleitoral através de caixa dois. É mais grave por que ele omitiu o vinculo empregatício do Senado a Justiça Eleitoral. Será que esse crime eleitoral vai ficar por isso mesmo?

3 comentários:

Jéssika Cabral, Brasília disse...

NÃO DÁ PARA LEVAR A SÉRIO PALAVRAS OU ATITUDES DE CAFETEIRA. O HOMEM ESTÁ TÃO VELHA QUE RACIOCINA COMO UMA CRIANÇA DE CINCO ANOS DE IDADE.
SUA SENILIDADE É ABSURDAMENTE VISÍVEL.

jornalista traido disse...

o pior é cinismo com que o sistema mirante e os aliados da oligarquia ignoram esse rosário de escândalos, como se nada estivesse acontecendo.Mas, também com ricardo murad como principal representante político no estado vai se esperar o que dessa gente???

Mano disse...

Essas características são próprias de famílias mafiosas: dever favores, cobrar proteção, ter o preposto para fazer o serviço sujo...isso é um escárnio, um tapa na cara da população. Essa gente imunda faz o que quer, faz farra com o dinheiro público, e tudo fica por isso mesmo. Ah! Esqueci de listar outra característica: a rede de proteção nos poderes, que dão guarida a todo tipo de bandalheira e desmandos aos capos.