Quando o poder agonizaPor Chico Poeta
Foi logo depois da saída da presidência da república que em rede nacional pela televisão o povo brasileiro testemunhava um discurso cheio de defesas e de indignação feito pelo Senador José Sarney. O final da retórica, jamais poderia ser esquecido por tantos que assistiram, não só pelas palavras, por elas também, mas pelo cenho franzido e a expressão carregada, e, principalmente pela mão esticada empunhando papéis acompanhados pela expressão – “Iguais a estes tenho milhares de documentos, não mexam comigo!”
Quase 40 anos são passados, nunca mais o Senador deixou o cenário político brasileiro. O Maranhão seria apenas parte do extenso reino que sua influência dominaria, mesmo saindo por força para o Amapá, de forma estratégica, o que mostra sua grande habilidade e senso de antecipação.
Sua influência se estendeu pelo vasto país, quando não podia ser o dono da terra, se fez dono do mar, “imexível”, senão pela força do prestígio “conquistado”, quando conduziu nomes para formação em diversos níveis da administração pública, talvez pela retórica de advertência com os papéis nas mãos e braços esticados no salão da máxima expressão parlamentar do Brasil.
Sua influência se estendeu pelo vasto país, quando não podia ser o dono da terra, se fez dono do mar, “imexível”, senão pela força do prestígio “conquistado”, quando conduziu nomes para formação em diversos níveis da administração pública, talvez pela retórica de advertência com os papéis nas mãos e braços esticados no salão da máxima expressão parlamentar do Brasil.
Durante esse tempo, tem sido senhor nas decisões do destino do maranhão e voz decisiva nas indicações e decisões nacionais. Jamais admitiu ver derrotado os propósitos políticos a que submetia seus aliados, teve porém resistências históricas dentre elas lembro o Governador Nunes Freire, quase condenado ao esquecimento.
Uma coisa que os homens que brincam de Deus esquecem, parece até natural, é sua condição humana, isso lhes fazem pensar que as limitações são próprias do mundo dos comuns, e, que ele não é um deles.
Uma coisa que os homens que brincam de Deus esquecem, parece até natural, é sua condição humana, isso lhes fazem pensar que as limitações são próprias do mundo dos comuns, e, que ele não é um deles.
Exercer altas funções, tornar-se expressão pelo poder que exerceu e exerce, pela influência que “construiu”, aparenta criar uma visão de onipotência tão grande onde o limite é sua vontade ou o limite do seu senso pessoal, conheço deles que foi capaz de fazer do próprio cavalo um Senador.
Não é esse o caso, pois nosso personagem se preocupou durante sua vida a administrar a subvida de milhões de maranhenses, definindo os governantes amigos, naturalmente, mesmos que alguns saíssem consciente dos limites a que eram submetidos, e parentes, que jamais ousariam contestar a ordem do mando.
Após 40 anos, um médico do interior do maranhão que durante mais de 20 anos, empurrado por um povo historicamente rebelde da Ilha de São Luis, combateu as arbitrariedades reinantes no estado, juntou-se a um ex-governador insurgido da própria relação do Senador, de um ministro da Justiça brasileira, também de visão futurista, um grande número de Deputados e do povo do interior.
Não é esse o caso, pois nosso personagem se preocupou durante sua vida a administrar a subvida de milhões de maranhenses, definindo os governantes amigos, naturalmente, mesmos que alguns saíssem consciente dos limites a que eram submetidos, e parentes, que jamais ousariam contestar a ordem do mando.
Após 40 anos, um médico do interior do maranhão que durante mais de 20 anos, empurrado por um povo historicamente rebelde da Ilha de São Luis, combateu as arbitrariedades reinantes no estado, juntou-se a um ex-governador insurgido da própria relação do Senador, de um ministro da Justiça brasileira, também de visão futurista, um grande número de Deputados e do povo do interior.
Tocaram fogo nas esperanças e acenderam a chama da liberdade em todo o estado do Maranhão.
O impacto, para os vencidos, que jamais admitiram essa hipótese, levou-os a argumentar junto a Justiça Brasileira, criando situações que a população conhece, buscando o retorno de um Poder que não lhes pertence mais. É difícil falar quanto à justiça, principalmente quando várias denúncias anteriormente foram feitas contra membros dessa facção política, denúncias de desvios de milhões de dólares; apreensão de milhões de reais nunca explicados; denúncia de corrupção eleitoral, feita contra a eleição do próprio Governador José Reinaldo que governou até o fim do seu mandato.
O impacto, para os vencidos, que jamais admitiram essa hipótese, levou-os a argumentar junto a Justiça Brasileira, criando situações que a população conhece, buscando o retorno de um Poder que não lhes pertence mais. É difícil falar quanto à justiça, principalmente quando várias denúncias anteriormente foram feitas contra membros dessa facção política, denúncias de desvios de milhões de dólares; apreensão de milhões de reais nunca explicados; denúncia de corrupção eleitoral, feita contra a eleição do próprio Governador José Reinaldo que governou até o fim do seu mandato.
Hoje, sente-se o desespero de que se faça um julgamento imediato, pedem a cassação imediata do Governador, por uma razão simples: A cada dia que passa as obras feitas pelo Governador Jackson Lago provam a maldade dos que passaram a vida mandando e não procuraram fazer o que devem fazer os homens de bem, instituir condições de vida digna e justa para um povo que a eles entregou sua própria vida. Já não se ouvem as lamentações pelas estradas esburacadas, já são mais de 100 escolas construídas, 60 em construções, hospitais, pontes, e muito mais em apenas dois anos.
É preocupante explicar, como um Governador tem condições de fazer tanto, debaixo da preocupação de responder na justiça o que não fez, e, aos autores das denúncias, como explicarem o que não fizeram nos 40 anos que desgovernaram o maranhão? O que o Senador precisava entender é o que Maquiavel já mostrava no século 14, que duas opções possuía o governante: ser amado ou temido. Outra opção existe inspirada nos exemplos dados pelo Próprio Senador: ser esquecido.
Que temido já não há de, até pelo abandono da cidadania representativa transferida para o Amapá.
Que temido já não há de, até pelo abandono da cidadania representativa transferida para o Amapá.
Amar é um verbo pesado demais para usar-se com quem não soube retribuir o amor recebido.
Chico Poeta é estudante do 3º Período de Jornalismo da Faculdade São Luis.
Do Blog do Robert Lobato
De Kyola para Sarney
De Kyola para Sarney
Meu filho,
Já se vão quase cinco anos que não nos falamos, mas tenho acompanhado, daqui de cima, a sua incansável maratona política, que é realmente do que você gosta e sabe fazer como ninguém – sei que a literatura é apenas um hobby, o que você ama mesmo são essas coisas do poder.
Já se vão quase cinco anos que não nos falamos, mas tenho acompanhado, daqui de cima, a sua incansável maratona política, que é realmente do que você gosta e sabe fazer como ninguém – sei que a literatura é apenas um hobby, o que você ama mesmo são essas coisas do poder.
Como disse, meu filho, tenho acompanho a tua atuação política, e resolvi escrever esta carta porque estou preocupada com essa sua cisma em querer tirar o governador Jackson Lago do Palácio dos Leões. Sei que a minha neta não ver a hora de voltar a governar o Maranhão, mas ela precisa ter paciência e saber esperar o momento para disputar uma nova eleição.
Aliás, estou muito preocupada com a notícia de que minha querida netinha irá submeter-se a uma nova cirurgia, agora na cabeça, né? Mas, se Deus quiser, ela sairá bem dessa novamente, pois trata-se de uma guerreira, não é mesmo?Como católica fervorosa que sou, tenho rezado muito por você, meu filho. Sempre que encontro com um santo por aqui peço para que ilumine a sua cabeça e não deixe o seu coração ser dominado por ressentimentos e ódios por conta da política daí do Maranhão.
Hoje mesmo encontrei com São José de Ribamar, e pedir para que ele opere um milagre, faça você esquecer o governador Jackson Lago e o deixe terminar o mandato que o povo lhe deu.Você sabe, Sarney, meu filho, que sempre fui uma mulher de hábitos simples. Deixei o estado de Pernambuco ainda muito jovem, morei pelo interior da Paraíba, até chegar no Maranhão a procura de terras férteis para trabalhar e sustentar a família.
Só quando se deixa a vida terrena, meu filho, é que a gente procura dar valor äs coisas que realmente dão sentido a nossa existência aí nesse mundo. Dinheiro, poder, ilhas, posses, nada disso tem valor quando se chega aqui onde estou.Contudo, Sarney, não é fácil entrar no paraíso. Vejo vários amigos teus têm tentado entrar e ainda não conseguiram; a fila é grande. Tem ex-presidentes generais, ex-ministros, ex-senadores, ex-governadores, ex-deputados, enfim, várias autoridades que em vida fizeram muitas maldades com os outros e agora padecem a espera de um perdão divino que, se não vier, irão direto ao sofrimento eterno lá nas profundezas.
Por isso, meu filho, escrevo esta carta para pedir, em nome dos santos com quem me relacionam aqui, que você pare com essa teimosia de querer a qualquer custo interromper pelos tribunais o mandato do atual governador do Maranhão.Convença minha neta de que não ficará bem para você, meu filho, derrubar pela força das cortes um governante eleito democraticamente pelo voto, logo você que foi, para orgulho da tua mãe, o estadista que devolveu o direito dos brasileiros em votar para presidente da República.
Minha neta ainda é nova, bonita, carismática e poderá voltar a governar o Maranhão se Deus e o povo maranhense assim quiserem. Acho que, ao invés de você ficar gastando energia para tirar o governador Jackson Lago do governo, deveria concentrar esforços para cuidar da minha neta para que ela tenha condições saudáveis de travar futuras batalhas eleitorais.
Meu filho, já é tarde e São Pedro chama para a oração da noite. Tenho que ir. Vou pedir juízo para você. Um beijo na minha nora e nos meus netos, especialmente na minha netinha. Avise ao Nandinho que tenho orado muito por ele, pois sei que passado por grandes tribulações aí no Maranhão. Ah, antes que esqueça: o seu pai também não aprova o seu comportamento em relação ao governador Jackson Lago, e pedi que eu lembre você um ensinamento que sempre te dei, citado por você em discurso no Senado: não deixe prejudicar os velhinhos.
Te amo, filho. Fique com Deus. Kyola, tua mãe.
Raphael oliviera:
Nessa certeza camaradas que estamos aqui de guarda para que mais uma vez na historia do maranhão e no do Brasil não tenhamos mais um golpe na política, como tivemos algumas décadas atrás com os militares. Viva o Maranhão…
O DISCURSO DOS DERROTADOS
O DISCURSO DOS DERROTADOS
Por Vânia Frazão
Nos últimos anos, as eleições têm deixado um estigma interessante. Os que ganham eleições comemoram, e como de costume, os perdedores têm sempre um álibi para justificar sua derrota. Alguns inventam diversos álibis. O certo é que essa nova justificativa está em alta, transformou-se em modismo.
Perder eleição não significa mais ausência de votos, porque afinal de contas, um candidato só se elege com votos do povo. Não é que esta nova estratégia esteja sendo utilizada em todo o País, mas, em especial onde os peixões políticos tenham determinadas influências em algumas esferas de poderes superiores. Não estamos falando de Deus, é claro, até porque acredito que sua força abomina essa sujeira desenfreada em busca do poder mais econômico do que político.
Os derrotados nas eleições não possuem a humildade para aprender com seus erros. Não respeitam a vontade do povo, e sem essa concepção de humildade, percebe-se a ausência da liderança, bem como, da resignação, pois o que prevalece não é nenhuma concepção política ou ideológica, tampouco, a vontade de fazer acontecer em prol da sociedade, mas sim, sua estúpida vaidade pessoal.
O novo discurso dos que não se elegem denomina-se crimes eleitorais. Embora uns prefiram falar em abuso de poder econômico ou uso da máquina administrativa, até mesmo, compra de votos. Seguida de uma denúncia que gera um processo de cassação do eleito pelo povo. Eis o discurso. Tem sido assim em alguns estados do nosso Brasil, e não seria diferente no Maranhão, que outrora, poderíamos considerar uma simples província, cuja metropolização começa despontar nos últimos dois anos. Não é fácil tomar um pirulito de uma criança mimada que crê que tudo gira em torno de si. Só os ingênuos acreditam que não haverá uma revanche.
Quero me reportar primeiramente, às eleições de 2006, quando o povo do Maranhão decidiu dar um basta aos desmandos tresloucados de um único grupo político cujas ligações espúrias vão além da inocente mente dos maranhenses. Fez-se a vontade soberana. Onde está o crime? Quem é o criminoso? O povo? Nenhum álibi é convincente quando um tem que perder para o outro ganhar, aliás, é a lei da natureza. Principalmente, quando se vai para uma disputa de 2º turno, onde há sempre unificações de forças políticas. Isto aconteceu no nosso Estado, e tornou-se crime eleitoral.
Derrotar os Sarney’s pode ter sido sonho de muitos maranhenses, mas pode ser o pesadelo de todo aquele que escolheu a mudança, colaborou com a transformação e não mediu esforços para banir essa politicalha do Estado. Desde a sua derrota política, o grupo Sarney tem trabalhado incansável para tomar num provável 3º turno o governo do Estado, ingressaram com vários processos com o intuito de tumultuar as ações do governador Jackson Lago. Afinal. dois anos de muito inconformismo e de noites mal dormidas, sim, porque os veículos de comunicação do grupo tentam implantar todos os dias um terrorismo chamado cassação do governador. Enquanto isso, o governo do Estado não pára de trabalhar em prol do desenvolvimento do Maranhão.
Inconformados, a Coligação Maranhão a Força do Povo ingressou com recurso contra expedição de diploma do Governador Jackson Lago e seu Vice-Governador Luís Carlos Porto – detalhe não é só o mandato e sim o diploma -, alegando abuso de poder perpetrado por meio de contratos e convênios realizados pelo então governador José Reinaldo Tavares, que no 1º turno apoiava o candidato Edson Vidigal. Na quarta, dia 3, o Vice-Procurador Geral Eleitoral, José Xavier Filho, emitiu parecer pedindo a cassação do governador Jackson Lago (PDT) e respectivamente do vice-governador por abuso de poder econômico e político durante as eleições 2006.
Afinal eles já eram governador e Vice? O mais hilário é que o vice-procurador diz que caso o TSE acate o parecer quem assumirá o cargo de governador do Estado é simplesmente a senadora Roseana Sarney (PMDB). Segundo Xavier Filho, a candidata Roseana Sarney, venceu o 1º turno e “terminou perdendo a eleição devido ao volume imenso de convênios e transferências implementadas no período vedado. Ela não obteve apoio político…” Imagino eu, que terminou perdendo a eleição porque faltaram votos suficientes que lhe garantiriam a sua vitória. Afirmar que a senadora não teve apoio político é uma interpretação ambígua, porque todos presenciaram a autoridade máxima do País, o Presidente da República, Lula, pedir publicamente e através dos veículos de comunicação para votarem na então candidata Roseana Sarney. O mesmo Presidente que anos anteriores em Imperatriz afirmou em seus discursos que esse grupo “aparecia bem nas pesquisas[...] porque passavam o tempo inteiro mentindo descaradamente na televisão”. Vá entender o que se passa na mente das pessoas.
Percebe-se claramente que a interpretação desse processo não tem cunho jurídico, como deveria ser, porém, notam-se as interpelações são essencialmente de ordem política. Afinal, quantos favores e apadrinhamentos não estão em jogo? O grupo Sarney perdeu as eleições em 2006 no Maranhão e não foi fácil para o orgulho deles, é uma desmoralização nacional. Eis a justificativa.
Finalizando os álibis dos derrotados, nas eleições deste ano, onde concorriam os candidatos a Prefeitura de São Luís, João Castelo que despontou no 1º turno, indo disputar com o candidato Flávio Dino no 2º. Vê-se hoje, numa situação semelhante ao que se refere ao discurso do juiz eleitoral. Dino resolveu também entrar com recurso pedindo a cassação do mandato de João Castelo, com a mesma argumentação.
A análise é simples, quem é João Castelo? Seu histórico político e sua densidade eleitoral falam por si só. O que Castelo fez pela cidade e pelo Maranhão? E o que o juiz Federal e também deputado federal já fez por São Luís para merecer tantos reconhecimentos eleitorais do nosso povo? Aqui cabe um momento de resignação que deveria vir por parte de Flávio Dino, dando espaço para a humildade penetrar seu coração e ter o exemplo da virtude de John McCain que além de parabenizar Barack Obama pela vitória nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, também afirmou que “O povo americano falou.” McCain foi mais além, apelou pela unidade do país, elogiou o novo presidente, clamou a Deus para inspirar seu antigo oponente e o chamou de “ meu futuro presidente”.
A ele, nossos aplausos por entender que os problemas sociais do seu País são maiores dos que sua ambição pelo poder. E eu, me questiono, por que não? É tão difícil colaborar com o vencedor? Por que nós não podemos?
Publicitária - Especialista em Assessoria de Comunicação - Gestor da Comunicação -Especialista em Comunicação CorporativaE-mail: vaniafrazao@uol.com.br / vaniacomunicacao@yahoo.com.brBlog’s: http://vaniafrazao.blog.uol.com.br/ http://vaniafrazao.spaces.live.com/
2 comentários:
belissímo artigo, faz uma radiografia exata do momento político pelo qual passa o maranhão. parabéns ao autor e parabéns ao blog pela iniciativa de publicá-lo.
É ISSO AÍ, NÃO VAMOS PERMITIR QUE ESSE PSICOPATA TOME DO GOVERNADOR O QUE LHE FOI DADO LEGITIMAMENTE PELO POVO MARANHENSE.
ELEIÇÃO É PARA QUEM TEM VOTO, QUEM NÃO TEM RECORRE COVARDEMENTE AOS TRIBUNAIS, COMO FAZEM HOJE.
FORA SARNEY! RODENGANA NUNCA MAIS!!!
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