segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Testemunha revela armação contra Jackson Lago

Vale reproduzir matéria especial de Marcos Nogueira:

Desde a derrota da senadora Roseana Sarney ao governo do Maranhão em 2006, o ex-presidente da República e senador amapaense, José Sarney, mobiliza mundos e fundos para tentar tirar o governador Jackson Lago do Palácio dos Leões.

A principal articulação de Sarney acontece na justiça eleitoral, através de um processo de cassação de mandato impetrado pela coligação da candidata derrotada. A acusação, de compra de votos, baseia-se em testemunhos de alguns populares do interior do Maranhão.

Agora esse processo está sofrendo uma verdadeira reviravolta com o depoimento dado à Corregedoria Regional da Polícia Federal no Maranhão pela empregada doméstica Sara Oliveira da Costa, que vive em Imperatriz. No depoimento prestado no dia 30 de julho de 2008, Sara disse que no final de 2006 sua patroa, Tereza de Jesus Costa e os advogados Eli Dourado, Calado e Daniel a instruíram a contar uma estória no cartório de Imperatriz a respeito de uma suposta compra de votos feita por aliados do candidato do PDT a governador, Jackson Lago.

Junto com Sara também depuseram um homem chamado Sidnei, instrutor da auto-escola CFC Tocantins, de propriedade de sua patroa, Wuiara Cristinha, irmã de Tereza, e Paulo Casar, que trabalha como motoboy da auto-escola CFC. Sara disse ainda que foi ameaçada por Wuiara e pelo advogado Eli Dourado, que teria dito a ela que " quem sabia demais morria cedo e que eu não faria falta já que eu era uma gota de água no oceano..."

Segundo Sara a ameaça de Dourado foi feita no dia 23 de julho de 2008 quando o advogado e um homem chamado Sérgio foram à casa de sua irmã em Imperatriz e a levaram a um lugar chamado Canal, na Rua Pará, em frente à Romanos Pizzaria. Na Canal, que é uma produtora de vídeo, Dourado e Sérgio forçaram Sara a gravar um depoimento para uma câmara de TV onde ela disse que um representante de Jackson Lago a tinha procurado e oferecido R$ 15 mil para ela desmentir o depoimento dado por no cartório de Imperatriz.

Sara disse ainda que "toda a armação para incriminar Jackson Lago foi encomendada por Chiquinho Escórcio que passou a freqüentar a casa de Tereza, quando ia a Imperatriz." Leia a seguir o depoimento completo de Sara Oliveira da Costa ao delegado Fábio Teixeira, da Corregedoria regional da Polícia federal no Maranhão no dia 30 de julho deste ano: "...pois o advogado Eli Dourado disse... que quem sabia demais morria cedo e que eu era uma gota d'água no oceano", Sara Oliveira da Costa, durante Depoimento à Polícia Federal.

4 comentários:

Ricardo Santos disse...

Ainda falta muito para o Maranhão ser livre. O mais importante passo foi dado, afastar o esquema Sarney.

(por enquanto o Clã atua apenas na esfera federal, mas a revista Época dessa semana trouxe revelações bombásticas de lá)

Pétala- Luiz Carlos, meu filho, minha vida. disse...

Que babado...

Anônimo disse...

Que essa estória toda, desde o início, era uma farsa, e das grandes, ninguém tiha a menor dúvida. A novidade agora é que estamos tomando conhecimento de como essa 'operação' foi montada e os seus operadores.

Anônimo disse...

é por isso que agora querem armar outra pra cima dos maranhenses via flávio collor dino