quarta-feira, 30 de julho de 2008

Mesmo com provas: PGE dá parecer pela não cassação de Sarney

Absurda a decisão da Procuradoria Geral Eleitoral(PGE) a favor do atual senador José Sarney, mesmo com provas ao contrário. Em despacho, o vice-procurador geral eleitoral, Francisco Xavier Pinheiro Filho alega que conforme defesa apresentada por Sarney o advogado Fernando Aquino, funcionário público concursado do Senado Federal trabalhou para campanha de Sarney no seu período de férias e fora do seu expediente de trabalho, após às 15h.

Entretanto documentos divulgados por este blog demonstram primeiro a contradição de informação do próprio setor de recursos humanos do Senado que emitiu dois documentos com informação de dois períodos diferente do gozo de férias. O primeiro informando que as férias foram de 14 de agosto a 12 de setembro de 2006 e um segundo dizendo que as férias teriam sido de 14 de agosto de 2006 a 02 de outubro de 2006(quase dois meses de férias, bom, né? Mais inclusive do que foi pedido pela próprio Aquino)

Outros documentos provam ainda a atuação de Fernando Aquino fora dos "ditos períodos de férias", independente dos períodos apresentados pela defesa de Sarney.

È praticamente evidente que estes documentos foram forjados, do contrário o que dois e ainda um último com um período tão longo de férias.

Caso o processo seja arquivado, será um fato mais que esperado vindo da PGR, a mesma que segurou o processo por mais de 4 meses e a mesma que fez a denúncia contra o atual Governador do Estado, Jackson Lago na operação Navalha.

Relembre o caso em:

http://ricardosantoscontraponto.blogspot.com/2007/10/cassao-de-sarney-mais-prxima.html

http://ricardosantoscontraponto.blogspot.com/2007/10/tse-no-tem-outra-alternativa.html

http://ricardosantoscontraponto.blogspot.com/2007/10/pedida-cassao-de-sarney.html

Um comentário:

Anônimo disse...

Lulo-sarneysismo

Olhe só que farra:

- Uma afilhada de José Sarney está para ser indicada por Lula à Anatel.

- A Anatel está mudando a lei para beneficiar a Oi, que comprou a empresa do filho de Lula.

- Um dos donos da Oi, Carlos Jereissati, é sócio no shopping-center Praia de Belas, em Porto Alegre, de Jorge Murad, o genro de José Sarney.

Se tudo der certo, a árvore genealógica do lulo-sarneyzismo vai ficar assim: Lula nomeia a afilhada de José Sarney, ela muda a lei para favorecer o sócio do marido da filha de José Sarney, cuja empresa bancou o filho de Lula, que assina a lei.

Eu disse certa vez que o desejo de Lula era se transformar num José Sarney. Na verdade, ele foi muito mais longe do que isso: transformou-se num parente. Um parente político e empresarial. Os herdeiros das antigas dinastias européias se uniam em casamento. Os herdeiros das atuais dinastias políticas brasileiras se unem em empresas cotadas na bolsa de Nova York. De um lado, o rei de Garanhuns. Do outro, o rei do Amapá. No meio dos dois, o ducado tucano do Ceará.

De uns tempos para cá, sempre que eu denuncio alguma estranheza, os leitores reagem repetindo o mesmo mantra:

- Isso não vai dar em nada.

A estranheza denunciada neste podcast se refere à parceria entre o dono da Oi e os familiares de José Sarney, que cria mais um conflito de interesse na Anatel, como se não bastasse a empresa do filho de Lula. Qual será o resultado prático dessa denúncia? Nenhum. A afilhada de José Sarney será aprovada pelo Senado. A Anatel mudará a lei para permitir a venda da Brasil Telecom à Oi. O BNDES financiará o negócio. Carlos Jereissati controlará a companhia tendo menos de 3% de seu capital. Daniel Dantas aumentará seu rebanho de gado no Pará.

Mas é assim que funciona a imprensa. Quem tem o papel de julgar os políticos é a magistratura. Quem tem o papel de mudá-los é o eleitor. A imprensa pode somente noticiar e comentar os fatos. É pouco? Claro que é pouco. É melhor gastar seu tempo comigo ou com Tolstói? Claro que é melhor gastá-lo com Tolstói. A escolha para o jornalista diante de uma notícia é muito simples: consiste em publicá-la ou sonegá-la. Publicá-la nunca dá em nada. Sonegá-la sempre dá em algo ainda pior.


faça da notícia o que quiser.
mais informações no podcast veja de diogo mainardi.
abraço.