quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

ROSEANA SÓ ESTÁ BLEFANDO!!!

Este blog publicou na semana passada que o possível pedido de licença da senadora Roseana Sarney para tratamento de saúde não passava de pura chantagem para forçar o presidente Lula a nomear os apadrinhados da família para cargos dentro do Ministério de Minas e Energia.

Não precisamos de bola de cristal para chegarmos a essa conclusão, pois as manobras da turma de Sarney se tornaram tão manjadas e previsíveis que não precisa fazer nenhum esforço para se chegar a conclusão óbvia de que tudo não passa de chantagem.


Na edição desta quarta-feira a senadora manda publicar na principal coluna política do jornal da família que resolveu "adiar" o encontro que teria com seu médico por conta de seus inúmeros compromissos, pois está muito "atarefada" com suas atividades como "líder" do governo no Congresso Nacional.

Será que a senadora acha que alguém ainda acredita nessas desculpas esfarrapadas usadas por ela sempre que precisa justificar suas estripulias políticas? Ou será que somente Lula ainda não percebeu que Roseana não faz a menor falta?

3 comentários:

Anônimo disse...

RICARDO
A MENTIRA TEM PERNAS CURTAS E
HÁ MUITOS JORNALISTAS BRASILEIROS QUE NÃO SOFREM DE AMNÉSIA.
A LEITORA
TIMBIRA

Deu na "Tribuna da Imprensa" no dia 28 de fevereiro de 2008, na coluna do Sebastião Nery:

O OUTRO LADO DA VERDADE
Sarney era presidente do PDS, na ditadura, recebeu queixa de um deputado do PMDB do Maranhão, com quem ele se dava bem, de que um chefe político do governo (do PDS), numa cidade do interior do Estado, estava perseguindo os eleitores da oposição (do PMDB). Mandou chamar:

- Não faça isso. Deixe a oposição fazer sua campanha em paz.
- Senador, quem não vota com o governo não tem razão com o delegado.

Sarney
Sarney anunciou que vai tirar quatro meses de férias do Senado para escrever suas memórias. Na verdade, ele anda indignado porque, apesar de votar sempre, e cordeiramente, com o governo, está sem razão com a delegada Dilma Rousseff. Até agora, ela vetou todos os nomes por ele indicados para seu velho feudo no Minas e Energia: Eletrobrás, Eletronorte.

De qualquer maneira, pela delegada ou pelas memórias, eis aí uma boa notícia. Sarney escrevendo é bem melhor, para o Brasil e o Maranhão, do que Sarney politicando. Depois de mandar 40 anos caudilhescamente em seu Estado, lá deixou o pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), analfabetismo, mortalidade infantil, longevidade, etc., do País.

Pela primeira vez, afinal, a imprensa deverá ter, pela letra dele, seus verdadeiros dados biográficos. De tal forma ele os enrola e desenrola, que até jornalistas experientes acabam se atrapalhando. Esta semana, na "IstoÉ" ("O cacique pede licença"), várias vezes o Rudolfo Lago se afundou.

"IstoÉ"
1 - "Aos 79 (sic) anos"... Errado. Ainda são 77. Faltam dois meses para fazer 78. Nasceu em 24 de abril de 1930.

2 - "Em 1954, é eleito suplente de deputado federal pela UDN" (sic)... Errado. É uma inverdade em que ele insiste, reinventando sua própria história, até mesmo em entrevistas para livros dos amigos, como o do saudoso Oliveira Bastos ("Sarney, o outro lado da história"):

"Ingressei na UDN porque era o partido contra Vargas, o Estado Novo, a ditadura, e porque no Maranhão o Vitorino Freire era o representante dessa vertente política. Na eleição de 1954, fiquei como primeiro (sic) suplente na bancada federal do partido (UDN)".

FGV-CPDOC
Tudo mentira. O excelente DHBB (Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro) da Fundação Getúlio Vargas-CPDOC conta na pág. 5.291:

"José Sarney ingressou na vida política ao eleger-se, em outubro de 1954, quarto (sic) suplente de deputado federal na legenda do Partido Social Democrático (PSD), com 3.271 votos. Ocupou uma cadeira na Câmara Federal entre agosto e setembro de 56 e de maio a agosto de 57". (Vitorino, senador e chefe do PSD, mandava no governo do Estado e tirou da Câmara quatro deputados para secretarias, só para Sarney assumir seis meses). "Rompendo com o vitorinismo, em julho de 1958, Sarney ingressou na UDN, cujo diretório regional presidiria desse ano até 1965". (E aí, sim, em 58 e não em 54, elegeu-se deputado federal pela UDN.)

Golpe de 64
3 - "Integrante da ala progressista da UDN, Sarney é contrário (sic) ao golpe de 64". Também errado. Apoiou o golpe desde o primeiro instante. Da UDN, quem ficou contra o golpe foi cassado: Seixas Dória (Sergipe), José Aparecido (Minas), Ferro Costa (Pará), Adail Barreto (Ceará).

O DHBB da FGV atesta: "Apesar das posições que assumira em apoio a João Goulart" (quando estava no governo e convidou Sarney para ministro, Sarney aceitou, mas Vitorino vetou), "Sarney se tornaria um dos principais nomes políticos do regime implantado em 64. Ostensivamente apoiado pelo presidente Castelo Branco, conquistou o governo do Maranhão em outubro de 65. A pressão pessoal de Castelo sobre o governador Newton Belo, do PSD" (que lançou pelo PDC um candidato de mentira, Antonio Eusébio, contra Renato Archer, para dividir o PSD), "teria sido feita pelos coronéis João Figueiredo e Dilermando Monteiro".

4 - "1966: eleito governador do Maranhão pela Arena"... Ainda errado. A eleição foi em 65 e pela UDN. A Arena só foi criada em 66.
Se nos textos alheios Sarney engana assim, imaginem nas memórias dele.

Anônimo disse...

rosengana é a piada do século. não vale a pena festejar tamanha burrice.

SEU JOCA disse...

DEU NA GAZETA MERCANTIL E EM O IMPARCIAL:

ABIN DESAPROVA INDICAÇÃO DE SARNEY PARA ELETROBRÁS

Da Gazeta Mercantil

Brasília - Diante das dificuldades de emplacar os nomes indicados pelo PMDB para ocupar as estatais do setor energético, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu adiar por tempo indeterminado a reunião que teria ontem com o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, no Palácio do Planalto, para decidir as novas composições das diretorias da Eletrobrás, Eletronorte e Petrobras. Como conseqüência, o presidente também determinou o adiamento da reunião do Conselho de Administração da Petrobras, prevista para hoje.

Um interlocutor da Presidência da República revelou que o adiamento ocorreu a pedido do próprio Lobão, que quer mais tempo para encaixar as indicações do senador José Sarney (PMDB-AP). Comenta-se, no entanto, que a decisão também teria ocorrido por pressões do PT, que articula contra o PMDB tanto nas estatais do setor elétrico quanto na Petrobras.

Submetidos ao crivo da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), os nomes de José Antonio Muniz Lopes (indicação de José Sarney), ex-presidente da Eletronorte, e Lívio de Assis (indicação de Jader barabalho), atual diretor do Detran do Pará, teriam sido rejeitados pelo órgão.

Um dos responsáveis diretos pela articulação no Planalto, o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, classificou de normal a análise dos nomes pela Abin. Como exemplo, citou que ele mesmo, agora ministro, também teve o curriculum avaliado pela agência.

http://oimparcial.wordpress.com/2008/02/28/abin-desaprova-indicacoes-do-pmdb-para-cargos/

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