segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

MAIS PERDIDO QUE CEGO EM TIROTEIO!

O velho senador amapaense José Sarney parece ter perdido totalmente a noção do ridículo. Numa entrevista sem pé nem cabeça publicada nesta segunda-feira em seu jornal, o velho oligarca sem a menor cerimônia tenta transformar em mentiras, verdades inegáveis que estão aí para quem quiser ver.

Sarney chega ao cúmulo de afirmar que não briga por cargos no governo federal, que não tem nenhum interesse no Ministério de Minas e Energia, embora o Brasil inteiro saiba que a família do senador sempre operou no setor elétrico.

Em outro trecho de sua enfadonha entrevista ele diz que sua relação com a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef é a melhor possível, que nunca tiveram problema nenhum e que a admira muito, embora seja do conhecimento público que Sarney tem feito das tripas coração para emplacar no MME seus apadrinhados e tem encontrado na ministra Dilma uma verdadeira pedra no sapato.

Sarney, ao invés desse chororô de derrotado e de menino que perdeu o pirulito, deveria sim, explicar a quantas anda o inquérito na PF que investiga seu filho Fernando, acusado de movimentações financeiras suspeitas feitas em outubro de 2006, dias antes da realização do segundo turno da eleição para governador que enterrou 40 anos de domínio da oligarquia Sarney no Maranhão.

E explicar porque usou ilegalmente, funcionário público como seu advogado de campanha, que motiva seu processo de cassação e ainda o carro oficial do Senado para suas saidinhas particulares.

2 comentários:

milton cunha disse...

que fim mais melancólico o destino reservou para o velho oligarca maranhense, chego a sentir pena dele.

Alcinéa Cavalcante disse...

Ricardo, será que no livro de memórias ele vai contar como tentou implantar a ditadura no Amapá? Será que vai escrever sobre as mais de cem ações que moveu contra jornalistas amapaenses? Será que vai ensinar como se usar um funcionário público para defender seus interesses particulares? Será que vai contar como escorraçado do Maranhão deu com os costados no Amapá?